sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CISTO SINOVIAL (GANGLION)

O que cisto sinovial ou ganglion?
É uma bolsa fechada e edemaciada sob a pele. Esta bolsa liga-se ao tendão ou à articulação.
O cisto contém um fluído denso e claro, similar ao da articulação e pode variar de tamanho, podendo ser pequena como uma ervilha ou como uma bola de golfe.
Pode se desenvolver em qualquer área do corpo, onde haja uma articulação sinovial ou ao longo de bainhas dos tendões, mas é mais comum em mãos e punhos.
Este cisto é o tipo mais comum de tumor benigno na mão ou no punho e acomete, principalmente, indivíduos entre 15 e 40 anos.

Como ocorre?

Sua causa é desconhecida.

Quais os sintomas?
Sensação de desconforto ou dor, que é agravada por atividades que realizam movimentos repetitivos do punho. A região do cisto pode ficar edemaciada e desfigurada, chegando até a romper e a extravasar o líquido. Os sintomas mais importantes acontecem pelo aumento da pressão das estruturas vizinhas ao cisto.

Como é diagnosticado?
Inicialmente será feito um exame clínico. A radiografia da região, habitualmente, tem aspecto normal.
O m édico poderá fazer uma punção no cisto e retirar uma amostra do fluído dentro desta bolsa ou, até, retirá-lo por completo.

Como é tratado?
A menos que o cisto cause dor, ele não precisará ser tratado. Se doer, colocar gelo sobre ele por 20 a 30 minutos, três ou quatro vezes ao dia ou, pelo menos, uma vez diariamente, até que se torne menos doloroso.
Tomar aspirina ou algum outro medicamento antiinflamatório pode ajudar.
O líquido pode ser removido com uma agulha, mas o cisto tende a se encher novamente.
Não se deve tentar espremê-lo, pois mesmo que se tenha sucesso aparente no início, habitualmente, o cisto volta. Além disso, existe a possibilidade de lesionar seriamente a região.
Nos casos de dor ou de aparência desagradável, o cisto pode ser removido cirurgicamente, por meio de um pequeno corte na pele, de rápida cicatrização.

Quando retornar ao esporte ou atividade?
O objetivo da reabilitação é que o paciente possa retornar ao esporte ou à atividade o mais rápido e seguramente possível.
Se o retorno for precoce, existe o risco de agravar a lesão e causar danos permanentes ao paciente. Como cada caso é diferente do outro, o retorno ao esporte dependerá da ausência de sintomas, não existindo um protocolo ou número exato de dias indicado para este retorno.
Geralmente, quanto mais tempo se demora para buscar auxílio e tratamento médico, após a presença dos sintomas da lesão, maior será o tempo para recuperá-la.
Pode se retornar ao esporte quando não houver dor ao praticá-lo. O uso de uma munhequeira ou um enfaixamento com esparadrapo no punho pode ser ben éfico.
Em esportes como a ginástica, a participação é limitada enquanto houver dor no punho ao dar uma cambalhota ou em apoio palmar.
Em esportes como beisebol ou tênis, é importante não sentir dor no punho quando empunhar ou balançar o taco de beisebol ou a raquete de tênis.
Como posso prevenir-me do cisto sinovial ou ganglion ?
Não existe maneira conhecida de preveni-lo, pois suas causas são desconhecidas.

SÍNDROME DE OVERUSE (SOBRECARGA)

São causadas ou agravadas por movimentos repetitivos, com microtraumas locais (em geral unidade miotendínia). Engloba várias doenças também conhecidas como "LER / DORT", tais como Síndrome do Túnel Carpo, epicondilite, tendinites, etc... Há também fraturas por estresse, mais comuns em praticantes de atividades esportivas.

Sintomas:
Tipicamente ocorre da, fadiga, alterações sensitivas difusas e de difícil localização. Há comumente a sensação de edema, embora não seja visível ao exame físico.
Há indivíduos que estão "em risco" para estas síndormes, sobretudo aqueles com exposição ao estresse físico (repetições, sobrecarga, extremos de temperatura, vibrações etc...), e também o extresse emocional.

Tratamento:
O enfoque multidisciplinar é necessário, com a abordagem médica, fisioterápica, psicológica e de terapeutas ocupacionais.
Inicialmente o tratamento deve incluir gelo e repouso, com exercícios de alongamento progressivo. É importante, no entanto, tratar a causa, ou seja, localizar o foco do problema (má ergonomia no local de trabalho, jornadas excessivas, etc...) e saná-lo.
Antinflamatórios também têm seu papel, associados a analgésicos. O uso de antidepressivos pode ser útil se houver quadro de depressão associado.

SÍNDROMES COMPRESSIVAS

Trata-se da compressão local de um nervo, levando a alterações sensitivas, motoras, da, e, às vezes, a variados graus de atrofia muscular. Alguns exemplos são a Síndrome do Túnel Carpo, a neurite ulnar, a Síndrome do Pronador e a Síndrome do Túnel radial. Destas, no cotovelo, a mais comum é a neurite ulnar.
O nervo ulnar pode ser comprimido em vários locais, sendo mais comum ocorrer no sulco atrás do cotovelo - o túnel cusital - local onde refirimos "choque" ao sofrermos um trauma direto.
A compressão pode ocorrer por traumas locais, por posturas viciosas (deitar sobre o braço ou manter os cotovelos fletidos por períodos prolongados) ou por deformidades ósseas no cotovelo.
Sintomas:
A neurite do ulnar cursa com sensação de formigamento ou choques na ponte interna do antebraço. No 5º dedo e na 1/2 lateral do 4º dedo. Em geral pioram os moviventos de flexão e pronação do antebraço.

Diagnóstico:
Para se confirmar o local da compressão, pode-se realizar uma ressonância magnética (RM) do cotovelo (observar possíveis tumores ou lesões anatômicas que comprimam o nervo) ou também uma eletroneuromiografia.

Tratamento:
• Modificar atividades e locais de apoio para evitar a compressão local. Existe a opção do uso de órteses que limitam a flexão maior que 90º do cotovelo. Fisioterapia local também pode ser útel para amenizar o desconforto e alongar a musculatura.
• O tratamento cirúrgico pode ser indicado quando não há melhora após 3-4 meses de
abordagem clínica, ou quando há fraqueza progressiva. Pode-se realizar a liberação e tranmissão do nervo.






OSTEOCONDRITE DISSECANTE (LASCAS DE OSSO) DO COTOVELO

O que é a osteocondrite dissecante do cotovelo?

É uma doença em que os fragmentos do osso ou da cartilagem do cotovelo se soltam e flutuam pela articulação. A cartilagem é um tecido duro e suave que acolchoa a superfície das articulações.
As lascas de osso comumente vêm do osso do úmero (braço).

Como ocorre?
Normalmente ocorre após um movimento que envolva força e sobrecarga na articulação do cotovelo. Esse problema é muito comum em atletas que praticam ginástica olímpica e esportes com arremesso.

Quais são os sintomas?
Dor ao movimentar o cotovelo. O cotovelo pode estalar ou travar e alguns pacientes relatam sentir as lascas dentro da articulação.
Pode haver edema e o movimento de extens ão do braço pode ficar limitada.

Como é diagnosticada?
O médico examinará o cotovelo e revisará os sintomas. Ele poderá pedir um raio-x, que, pode mostrar fragmentos ósseos ou uma anormalidade na superfície da articulação.

Como é tratada?
O tratamento inclui:
• Repouso para o ombro até que os sintomas desapareçam, podendo durar semanas.
• Aplicar compressas de gelo sobre o cotovelo, por 8 minutos seguidos de 3 minutos de pausa. Esse ciclo deve ser repetido até completar 20 ou 30 minutos, a cada 3 a 4 horas, por 2 a 3 dias ou até que a dor e o inchaço desapareçam.
• O médico poderá receitar antiinflamatórios ou analgésicos.
• Pequenas lascas ósseas que não afetem o movimento do cotovelo e não causem maiores dores, não precisam ser removidas. A cirurgia remove grandes lascas ósseas.

Quando retornar ao esporte ou à atividade?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.
Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.

Para retornar, seguramente, ao esporte ou à atividade é necessário:
• Poder empunhar a raquete de tênis, taco de basebol, taco de golfe ou trabalhar no teclado do computador, sem sentir dor no cotovelo.
• Na ginástica e em lutas marciais, é importante conseguir suportar o próprio peso com o cotovelo lesionado, sem sentir dor.
• Não haver inchaço em volta do cotovelo lesionado e que a força esteja normal, comparada à do cotovelo não lesionado.
• Ter total amplitude de movimento do cotovelo.

Como evitá-la?
Ela normalmente ocorre por traumas ao cotovelo, que não são previsíveis.


LUXAÇÃO DO COTOVELO

A luxação do cotovelo é comum em crianças. Nos adultos, é a 3ª articulação mais luxada (as mais comuns são do ombro e dos dedos). Em geral ocorre após uma queda sobre a mão espalmada, com o cotovelo fletido ou semi-fletido. Pode haver associação de fraturas, lesões de nervos e de partes moles (tendões e músculos).
O paciente chega ao pronto socorro com dor intensa, deformidade e incapacidade de movimentar o cotovelo.

Tratamento:
A redução deve ser feita o mais breve possível. Preferencialmente, deve-se fazer o raio-x (RX) antes da redução, para verificar possíveis fraturas associadas. A redução é obtida com tração do anterbaço lenta e contínua, até o alinhamento anatômico da articulação.
Após obter a redução. o cotovelo deve ficar imobilizado por um período variável (em geral 1 semana) e depois iniciar fisioterapia para reabilitação.
Pode haver instabilidade residual do cotovelo, dependendo da lesão inicial. Pode haver necessidade de abordagem cirúrgica nestes casos.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

EPICONDILITE MEDIAL (COTOVELO DE GOLFISTA)

O que é a epicondilite medial?

A articulação do cotovelo é formada pelo osso do braço (úmero) e os ossos do antebraço (ulna e rádio). Na extremidade inferior do úmero existem duas protuberâncias ósseas, chamadas de epicôndilos. A saliência mais próxima do tronco chama-se epicôndilo medial. Os tendões dos músculos responsáveis pela flexão do punho ligam-se ao epicôndilo medial.
A epicondilite medial é a inflamação desta protuberância óssea lateral e também pode ser conhecida como tendinite nos flexores do punho.
Como ocorre?
Ocorre pelo uso excessivo do músculo responsável por dobrar os dedos e o punho. Quando esses músculos são excessivamente usados, os tendões são repetidamente puxados no seu ponto de inserção (o epicôndilo medial). Como resultado, os tendões se inflamam, e pequenas e repetidas rupturas no tecido do tendão causam dor.
Isso normalmente acontece em esportes, como: golfe, esportes de arremesso, e esportes com raquete. Também pode ocorrer ao realizar atividades do dia-a-dia, como carpintaria e digitação.

Quais são os sintomas?
Dor no lado interno do cotovelo (a parte próxima ao corpo), que pode irradiar ao longo da parte interna do antebraço, ao dobrar o punho. Também pode haver dor ao fechar a mão com os dedos para dentro.

Como é diagnosticada?
O médico examinará o cotovelo à procura de susceptibilidade a dor no epicôndilo medial.

Como é tratada?
Aplicar compressas de gelo sobre o cotovelo por 8 minutos, seguidos de 3 minutos de descanso; este ciclo deve se repetir até totalizar 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça.
Se o cotovelo estiver edemaciado, é importante elevá-lo; quando estiver deitado, colocar um travesseiro sob ele e ao sentar, usar o encosto da cadeira para apóia-lo.
O uso de uma faixa elástica pode auxiliar a reduzir o edema.
Durante a recuperação da lesão, o esporte ou a atividade usualmente praticados devem ser mudados para que não haja piora da condição. Por exemplo, trocar o jogo de golfe por uma caminhada e escrever usando uma caneta ao invés de digitar.
O médico poderá prescrever uma tira, ou outros produtos, para ser usada logo abaixo da região dolorida do cotovelo. Isso permitirá que os músculos do antebraço façam pressão contra a tira, ao invés de fazer pressão contra o epicôndilo dolorido. Ele também poderá prescrever antiinflamatórios.
Aplicação de injeção de cortisona na região do epicôndilo medial para reduzir a inflamação, também pode ser utilizada. O paciente receberá orientações para realizar exercícios para o cotovelo. Em casos graves pode ser necessário realizar uma cirurgia.

Quando retornar ao esporte ou à atividade?
O objetivo da reabilitação é que o retorno ao esporte ou à atividade aconteça o mais rápido e seguramente possível. Se o retorno for precoce, existe a possibilidade de piora da lesão, que pode levar a um dano permanente.
Como cada indivíduo é diferente do outro, a velocidade de recuperação também é. Por isso, o retorno ao esporte será determinado pela recuperação do cotovelo, não existindo um protocolo ou um tempo exato para isto acontecer.
Geralmente, quanto mais rápido o médico for consultado após a lesão, mais rápida será a recuperação.

O retorno à atividade ou ao esporte acontecerá quando for possível:
• Empunhar a raquete de tênis, taco de basebol ou taco de golfe, usando força.
• Trabalhar no teclado do computador, sem sentir dor no cotovelo.
• Em esportes, tais como, ginástica, é importante conseguir suportar o peso do corpo com o cotovelo lesionado, sem sentir dor.

E quando:
• Não houver edema no cotovelo lesionado.
• A força estiver recuperada, comparado ao cotovelo não lesionado.
•Ter total alcance de movimento do cotovelo.

Como preveni-la?
Uma vez que a epicondilite medial ocorre pelo uso excessivo dos músculos que flexionam o punho, é importante não sobrecarregá-los. Aos primeiros sinais de dor na parte interna do cotovelo, deve-se diminuir a atividade e procurar um médico. Usar uma tira para o cotovelo e alongá-lo, pode ajudar a prevenir a epicondilite medial.

Exercícios de reabilitação para a epicondilite medial:
Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.
A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.

1 - Arco de Movimento do Punho:
Dobrar o punho o máximo possível, para frente e para trás.

Fazer 3 séries de 10 repetições.
2 - Arco de Movimento do Antebraço:

Com o cotovelo de lado, dobrado a 90º, girar devagar a mão para cima e manter por 5 segundos; depois, devagar, girar a mão para baixo e manter por 5 segundos.

Fazer 3 séries de 10 repetições.

É importante manter o cotovelo a 90º durante todo o exercício.

3 - Arco de Movimento do Cotovelo:
Em pé, flexionar o cotovelo, levando a mão, com a palma para cima, de encontro ao ombro.

Estender o cotovelo, deixando-o o mais reto possível.

Fazer 3 séries de 10 repetições.







4 - Fortalecimento do Punho:

A - Flexão do Punho:
Segurar uma lata de conserva, com a palma da mão para cima, e dobrar o punho para cima.
Sempre devagar, abaixar o peso e retornar à posição inicial.
Fazer 3 séries de 10 repetições. Gradualmente, deve-se aumentar o peso da lata.

B - Extensão do Punho:
Segurando a mesma lata, com a palma da mão para baixo, dobrar o punho para cima. Sempre devagar, abaixar o peso e retornar à posição inicial.
Fazer 3 séries de 10 repetições. Gradualmente, deve-se aumentar o peso da lata.

C - Afastamento Radial do Punho:
Com o punho na posição lateral e o polegar para cima, segurando a lata de conserva, dobrar o punho para cima, com o polegar em direção ao teto.
Abaixar o peso e retornar à posição inicial, o antebraço não deve se mover durante todo o exercício.
Fazer 3 séries de 10 repetições.

5 - Pronação e Supinação:


Substituir o martelo da figura ao lado por uma régua, segurando-a com o cotovelo dobrado a 90º, fazer o movimento de rotação, primeiro com a palma da mão para cima e depois para baixo.

Fazer 3 séries de 10 repetições de cada exercício.



6 - Enrolamento do Bíceps (Fortalecimento):


Em pé, segurando uma lata de conserva, dobrar o cotovelo do braço comprometido e elevar a mão, com a palma para cima, de encontro ao ombro.
Lentamente, retornar à posição inicial e estender o braço.
Repetir 10 vezes. Aumentar o peso gradualmente.






EPICONDILITE LATERAL (COTOVELO DE TENISTA)

O que é a epicondilite lateral?

A articulação do cotovelo é formada pelo osso do braço (o úmero) e os ossos do antebraço (a ulna e o rádio). Na extremidade inferior do úmero existem duas saliências ósseas, chamadas de epicôndilos lateral e medial. O epicôndilo lateral é o mais externo e recebe os tendões de alguns músculos do antebraço, responsáveis pela extensão do punho.
Epicondilite lateral ou cotovelo de tenista acontece quando o epicôndilo lateral se torna dolorido e sensível.
O típico paciente com epicondilite lateral tem entre 35 e 50 anos. Eles relatam o aparecimento gradual de dor na lateral do cotovelo durante a extensão do punho.

Como ocorre?

"Cotovelo de Tenista" resulta do excesso do uso dos músculos extensores do punho e da mão. Quando esses músculos são usados em excesso, os tendões são repetidamente puxados com força no ponto de inserção, o epicôndilo lateral. Como resultado, o tendão se inflama.
Repetidas e minúsculas rupturas no tecido do tendão causam dor. Entre as atividades que podem causar "Cotovelo de Tenista" estão: tênis e outros esportes com raquete, carpintaria, trabalho em máquinas, datilografia e tricô.

Quais são os sintomas?
• Dor ou sensibilidade na parte externa do cotovelo.
• Dor ao estender o punho ou a mão.
• Aumento da dor ao levantar objetos pesados.
• Dor durante a flexão de dedos, ao pegar um objeto, ao cumprimentar com aperto de mão ou girar a maçaneta da porta.
• Dor que origina no cotovelo e desce até o antebraço ou sobe para o braço.

Como é diagnosticado?
O médico perguntará a respeito das atividades diárias e recreacionais, examinará o cotovelo e o braço e pedirá para que o paciente movimente o braço, isso talvez cause dor na parte externa do cotovelo. Pode ser necessário o pedido de raio-x do cotovelo.

Como é tratado?
O tratamento inclui:
• Compressas de gelo sobre o cotovelo por 8 minutos, seguido de 3 minutos sem gelo. Repetir esse ciclo até completar 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça.
• Fazer massagens com gelo, por 5 a 10 minutos.
• Fisioterapia.

O médico poderá recomendar:
• Uso de medicamento antiinflamatório, por 4 ou 5 semanas.
• Uso de uma tira, que é enrolada em volta do antebraço abaixo do cotovelo, agindo como um novo campo de conexão para os músculos do antebraço, evitando que eles puxem o epicôndilo dolorido.
• Em casos severos, cirurgia poderá ser recomendada.
Durante a recuperação da lesão, o esporte anteriormente praticado deve ser substituído por um que não piore a condição. Por exemplo: correr ao invés de jogar tênis.
Para jogar tênis o médico, provavelmente, recomendará o uso de uma raquete com uma empunhadura maior e poderá sugerir melhoras na maneira de empunhar ou de realizar os movimentos do jogo com a raquete.
Se gelo, descanso, medicamento antiinflamatório e uma tira para o cotovelo não aliviarem os sintomas, talvez seja necessário fazer fisioterapia. O médico também poderá recomendar uma injeção da medicação cortisona a ser aplicada em volta do epicôndilo lateral para reduzir a inflamação.

Quando retornar ao esporte ou atividade?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente. Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
O retorno ao esporte ou à atividade acontecerá, com segurança, quando os itens listados abaixo puderem ser realizados, progressivamente:
• Usar força empunhar a raquete de tênis, taco de basebol, taco de golfe, sem sentir dor.
• Trabalhar no teclado do computador, sem sentir dor.
• Em esportes, tais como, ginástica, é importante conseguir suportar o peso do corpo com o cotovelo lesionado, sem sentir dor.
• Não haja mais edema em volta do cotovelo lesionado.
• Ter força normal, comparado ao cotovelo não lesionado.
• Ter total alcance de movimento do cotovelo, comparado ao cotovelo não lesionado.

Como posso prevenir o "Cotovelo de Tenista" ?
• Realizar a atividade da forma apropriada e com os acessórios adequados,
• Aquecer antes e depois de jogar tênis ou praticar atividades, que envolvam os músculos do braço e do cotovelo.
• Compressa de gelo no cotovelo após exercício ou trabalho.
Em atividades relacionadas ao trabalho, é importante adotar uma postura correta e garantir que a posição dos braços, durante o trabalho, não causem excesso de uso do seu cotovelo ou músculos do braço.

Exercícios de reabilitação para a epicondilite lateral:

Os exercícios a seguir são apenas um guia do tratamento básico, por isso o paciente deve fazer o tratamento acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado. Os exercícios de alongamento 1 a 3 podem ter início imediato e os demais exercícios, quando os primeiros forem praticamente indolores.

1 - Arco de Movimento do Punho:

Dobrar o punho o máximo possível, para frente e para trás.
Fazer 3 séries de 10 repetições.



3 - Arco de Movimento do Cotovelo:

Em pé, flexionar o cotovelo, levando a mão, com a palma para cima, de encontro ao ombro.
Estender o cotovelo, deixando-o o mais reto possível.
Fazer 3 séries de 10 repetições.

4 - Fortalecimento do Punho:

A - Flexão do Punho:
Segurar uma lata de conserva, com a palma da mão para cima, e dobrar o punho para cima.
Sempre devagar, abaixar o peso e retornar à posição inicial.
Fazer 3 séries de 10 repetições. Gradualmente, deve-se aumentar o peso da lata.

B - Extensão do Punho:
Segurando a mesma lata, com a palma da mão para baixo, dobrar o punho para cima.
Sempre devagar, abaixar o peso e retornar à posição inicial.
Fazer 3 séries de 10 repetições. Gradualmente, deve-se aumentar o peso da lata.

C - Afastamento Radial do Punho:
Com o punho na posição lateral e o polegar para cima, segurando a lata de conserva, dobrar o punho para cima, com o polegar em direção ao teto.
Abaixar o peso e retornar à posição inicial, o antebraço não deve se mover durante todo o exercício.
Fazer 3 séries de 10 repetições.
5 - Pronação e Supinação:

Substituir o martelo da figura ao lado por uma régua, segurando-a com o cotovelo dobrado a 90º, fazer o movimento de rotação, primeiro com a palma da mão para cima e depois para baixo.
Fazer 3 séries de 10 repetições de cada exercício.

 



 

6 - Extensão do Punho:


Segurar o cabo de uma vassoura com ambas as mãos, com os braços no nível dos ombros, os cotovelos retos e as palmas das mãos para baixo girar o cabo da vassoura para trás, como se estivesse enrolando alguma coisa usando o cabo de vassoura.



Repetir por 1 minuto e descansar. Fazer 3 séries.