sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

LESÃO MUSCULAR – FISIOPATOLOGIA, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E APRESENTAÇÃO CLÍNICA


LESÃO MUSCULAR – FISIOPATOLOGIA, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E APRESENTAÇÃO CLÍNICA


   As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são causadas por lesões de tecidos moles.
   A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.
  Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.
  Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão.
  Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos.
  Não é possível palpar-se qualquer defeito muscular durante a contração muscular. Apesar de a dor não causar incapacidade funcional significativa, a manutenção do atleta em atividade não é recomendada devido ao grande risco de aumentar a extensão da lesão.
  Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar-se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias. A evolução para a cicatrização costuma durar de duas a três semanas e, ao redor de um mês, o paciente pode retornar à atividade física de forma lenta e cuidadosa.
  Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura. O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

   O estiramento dos isquiotibiais é a lesão mais comum nos atletas. Os músculos isquiotibiais são os menos alongados do membro inferior e, por este motivo, mais facilmente lesionados durante a contração muscular excêntrica. A gravidade da lesão é geralmente negligenciada, especialmente na fase aguda.
   O diagnóstico da lesão normalmente é realizado a partir de um alto índice de suspeita clínica e exame clínico cuidadoso. A ressonância magnética é valiosa para se diferenciar entre uma lesão completa ou incompleta e para o planejamento do tratamento.
   A rotura completa dos músculos isquiotibiais proximalmente em sua origem é rara. A condução do caso varia entre o tratamento conservador com um imobilizador em flexão ou o reparo cirúrgico em um segundo momento. Embora o reparo cirúrgico em um segundo tempo possa apresentar bons resultados, o reparo precoce permite uma reabilitação funcional mais rápida e evita o sintoma neurológico potencial de ciática glútea.

   O que distingue a cicatrização da lesão muscular da cicatrização óssea é que no músculo ocorre um processo de reparo, enquanto que no tecido ósseo ocorre um processo de regeneração.
Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias.
Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural.
Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

O diagnóstico da lesão muscular inicia-se com uma história clínica detalhada do trauma, seguida por um exame físico com a inspeção e palpação dos músculos envolvidos, assim como os testes de função com e sem resistência externa. O diagnóstico é fácil quando uma típica história de contusão muscular é acompanhada por um evidente edema ou uma equimose distal à lesão.

   Em termos de tratamento a mobilização precoce induz a um aumento da vascularização local na área da lesão, melhor regeneração das fibras musculares e melhor paralelismo entre a orientação das miofibrilas regeneradas em comparação à restrição do movimento.
Fase aguda
   O tratamento imediato para a lesão do músculo esquelético ou qualquer tecido de partes moles é conhecido como princípio PRICE (Proteção, Repouso, Gelo ou Ice, Compressão e Elevação). A justificativa do uso do princípio PRICE é por ele ser muito prático, visto que as cinco medidas clamam por minimizar o sangramento do sítio da lesão.
  Colocando-se o membro lesionado em repouso logo após o trauma, previne-se uma retração muscular tardia ou formação de um gap muscular maior por se reduzir o tamanho do hematoma e, subsequentemente, o tamanho do tecido conectivo cicatricial. Com relação ao uso do gelo, mostrou-se que o uso precoce de crioterapia está associado a um hematoma significativamente menor no gap das fibras musculares rompidas, menor inflamação e regeneração acelerada.
   De acordo com os conhecimentos atuais, é recomendada a combinação do uso de gelo e compressão por turnos de 15 a 20 minutos, repetidos entre intervalos de 30 a 60 minutos, visto que este tipo de protocolo resulta em 3° a 7°C de decaimento da temperatura intramuscular e a 50% de redução do fluxo sanguíneo intramuscular.
   Finalmente, a elevação do membro acima do nível do coração resulta na diminuição da pressão hidrostática, reduzindo o acúmulo de líquido no espaço intersticial.

Tratamento pós-fase aguda
1. Treinamento isométrico (ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.
2. Treinamento isotônico (ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas.
3. O exercício isocinético com carga mínima pode ser iniciado uma vez que os dois exercícios anteriores sejam realizados sem dor.

    A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos que regulam a reparação muscular e sua adaptação ao treinamento físico são essenciais para o profissional que se propõe a tratar destes pacientes. São a base para o desenvolvimento dos meios de prevenção de lesões e para o tratamento adequado e reabilitação das lesões instaladas.
   A respeito do tempo apropriado de retorno ao treino específico para o esporte, a decisão pode ser baseada em duas simples e pouco onerosas medidas: a habilidade de alongar o músculo lesionado tanto quanto o lado contralateral sadio, e ausência da dor no músculo lesionado em movimentos básicos.
   Quando o paciente refere alcançar este ponto na recuperação, a permissão de se iniciar gradualmente os exercícios específicos para o esporte é garantida.
   Contudo, sempre deve ser enfatizado que a fase final de reabilitação deve ser realizada sob supervisão de profissional capacitado.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

RPG Método Souchard


Apesar de ter chegado ao Brasil no final da década de 90, a Reeducação Postural Global, mais conhecida por suas iniciais RPG, ainda sofre com o desconhecimento por parte de alguns médicos, como também da população. Porém, são os resultados no tratamento de diversas doenças, que esse método vem se afirmando nos últimos anos.
RPG é uma técnica criada na França que utiliza a harmonia entre ossos e músculos para corrigir problemas de postura, é um método da Fisioterapia que visa a saúde integrada a partir do ajuste entre as estruturas do corpo. Apesar de ser comumente relacionada ao tratamento de disfunções do aparelho locomotor, a RPG em sua originalidade contribui para reeducação do ser integrado, agindo portanto sobre todos os sistemas do organismo humano, seja direta ou indiretamente.
O corpo funciona em cadeias musculares. Uma lesão em determinado lugar gera compensações em outros. Ou seja, quando alguma parte do corpo dói ou está muito tensa, todo o conjunto reage para compensar e a musculatura acaba se contraindo, curvando ou entortando. Os músculos formam uma cadeia e funcionam de forma interligada. Quando são mantidos estáticos, encolhidos, vão se adaptando, encurtando. O resultado é a dor. A solução é colocar tudo no lugar de novo. A RPG é um método que previne e trata lesões osteomusculares e alterações posturais por meio de posturas terapêuticas que alongam, equilibram, e reeducam as cadeias musculares de forma global ao corpo do paciente.
A RPG é um método fisioterapêutico de correção postural que trabalha globalmente o paciente, utilizando posturas de alongamento, com a finalidade de ir do sintoma à causa das lesões, levando ao relaxamento das cadeias musculares encurtadas, ao desbloqueio respiratório e ao reequilíbrio do tônus postural. Oprofissional fisioterapeuta especialista em RPG realiza um trabalho de alongamento, relaxamento muscular e respiração com o intuito de chegar à causa do problema para eliminá-lo e aliviar definitivamente a dor. A técnica apresenta ainda a vantagem de que a cada sessão os músculos se ampliam e não retornam a posição incorreta quando o tratamento chega ao fim. A postura corporal é de fundamental importância. pois uma boa postura significa que o corpo encontra-se em seu perfeito eixo de equilíbrio. Quando isto não acontece os efeitos podem ser desastrosos tanto para a saúde como para a beleza. A má postura associada à ação da gravidade provoca sérios problemas como escoliose, cifose, lordose e a temível hérnia de disco, problemas estes que podem ser curados pela RPG na grande maioria dos casos.
A Reeducação Postural Global (RPG) surgiu dos estudos realizados pelo pesquisador francês Philippe Emmanuel Souchard com a publicação da obra "O Campo Fechado" (1981). A RPG hoje conta com uma grande equipe de profissionais fisioterapeutas que, junto ao professor Souchard, respondem pelos cursos de formação básica e avançada do método em quatorze países: França, Suíça, Portugal, Itália, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Canadá, Argentina, Venezuela, Uruguai, Chile, Peru e Brasil, bem como pelas pesquisas e atualizações em relação ao tema.
Na reeducação postural global a flexibilidade que permite obter amplitudes articulares normais. As posturas de correção empregadas no RPG decorrem dos diferentes problemas encontrados. A RPG é uma técnica que tem por objetivo melhorar o aparelho musculoesquelético globalmente. Para tanto, o paciente adota posturas, promovendo o alongamento de cadeias musculares. O alongamento adquirido é diretamente proporcional ao tempo de tração, significa que estiramentos prolongados serão mais eficazes para uma ação muscular mais satisfatória. Os alongamentos praticados permitem alongar cadeias musculares encurtadas que não são enumeráveis, porque dentro de uma postura é possível corrigir várias cadeias. Todas as posturas insistem sobre a flexibilização dos músculos inspiratórios, favorecendo o movimento fisiológico do tórax durante a respiração.
A RPG tem efeitos comprovados no tratamento das mais variadas enfermidades causadora de dor. A RPG se aplica aos casos ortopédicos, pós-traumáticos, respiratórios, reumatológicos, neurológicos espásticos, e em todos os casos onde esteja indicada fisioterapia. Na lista de doenças que podem ser tratadas estão: lombalgia, cervicalgia, artrite, enxaqueca, lordose, cifose, reumatismos, torcicolo, labirintite, bursite, tendinite, pés planos e cavos, joelhos valgos (para fora) ou varos (para dentro), joanetes, escoliose (desvio da coluna vertebral), dores cervical e dorsal, hérnia de disco, labirintite, asma, bronquite, estresse, distúrbios circulatórios e digestivos, estrabismo, entre outras.

RPG é uma atividade indicada a pessoas de qualquer faixa etária. Ela trabalha duas vertentes: a reeducação postural e as lesões articulares. O tratamento é individualizado e visa enrijecer e alongar a musculatura, buscando reeducar a postura e aliviar dores. As posturas são feitas juntamente com exercícios respiratórios orientados pelo fisioterapeuta.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cisto de Baker


Cisto de Baker



 O Cisto de Baker trata-se de um extravasamento e acúmulo de líquido na bolsa sinovial na região da fossa poplítea provocando uma saliência e uma sensação de desconforto atrás do joelho. A dor pode piorar durante a flexão e extensão do joelho ou em momentos de maior atividade física no trabalho, andar distâncias maiores ou subir escadas.
A causa exata do cisto de Baker ainda é desconhecida, porém o aumento da produção de fluido e traumas pode levar ao seu aparecimento. Os sinais e sintomas mais comuns são:

·         Edema na região poplítea
·         Dor e Rigidez sem relatar história de trauma
·         Dor e Edema na panturrilha caso haja ruptura do cisto

O diagnóstico é realizado através da palpação identificando um nódulo palpável, ou através de uma Ultra-sonografia e/ou Ressonância Magnética.



O tratamento médico é realizado com medicamentos antiinflamatório, há casos de reabsorção do Cisto de Baker, caso isto não aconteça é necessário o tratamento cirúrgico.
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO:
Fase Aguda:
·         Drenagem;
·         Ultra-som Pulsado 1 MHZ (45Hz,  0,5W cm, 4 min);
·         TENS convencional e/ou Gelo.
Fase Crônica:
·         Quando abolido o quadro inflamatório, focar o tratamento na musculatura posterior do MMII, pois é necessária uma boa flexibilidade para evitar sobrecarga nas bainhas sinoviais, provocadas principalmente pelos músculos semitendíneo e semimembranoso.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Protusão Discal


disco intervertebral é uma estrutura presente entre as vértebras (como o próprio nome sugere), que tem como finalidade amenizar os impactos dos movimentos na coluna. Os discos são envolvidos por anéis fibrosos e possuem um núcleo. Existem doenças nessas estruturas que podem ser confundidas por possuírem sintomas semelhantes.

Definição de protusão discal

É uma distensão do anel fibroso que envolve os discos intervertebrais. Tal distensão ocorre sem rompimento do anel fibroso que envolve o disco. O núcleo discal “empurra” o anel causando seu desgaste e dilatação, o que faz com que os ligamento e outras estruturas localizadas ao redor do disco com protusão sejam atingidos e causem dor na região. Esta característica é a principal diferença entre protusão e hérnia discal.

Sintomas

Geralmente, o paciente com protusão discal queixa-se de dor na região afetada que aumenta com algumas ações como espirrar, tossir. Pode haver ainda queixas como dormência, formigamentos, irradiação de dores e formigamentos para os membros ou extremidades superiores ou inferiores. Perda de força nos membros também pode estar presente quando a protusão atinge as raízes nervosas.

Causas

Alguns fatores são causas comuns a outros males da coluna, como, por exemplo, má postura, levantamento de peso. Profissões como motorista, pedreiro, etc. Cargas de compressão repetitivas sobre a coluna podem causar lesões como a protusão. Existem ainda fatores como disposição genética que facilitam a ocorrência desse mal.
Simplificando e comprimindo causas da protusão discal:
  • Levantamento de pesos (incluindo afastamento e empurramento);
  • Postura estática
  • Vibrações diretas na coluna;
  • Inclinar e girar o tronco repetitivamente;
  • Trabalho físico pesado;
  • Trabalho repetitivo

Diagnóstico

Anamnese, associada a exames como Raios X, tomografia computadorizada, Ressonância nuclear magnética. Os exames de imagem são capazes de diagnosticar a doença e definir a proporção do acometimento, bem como, localização.

Tratamento

O tratamento médico é geralmente a base de analgésicos, anti-inflamatórios, quando o paciente encontra-se na fase aguda da doença.
Já a parte fisioterapêutica do tratamento, geralmente, é indicada na fase crônica, quando, ocorre um “silenciar” dos sintomas. Neste estágio de terapêutica, podemos citar alguns tipos de estratégia tomados.
  • Fisioterapia manual: Tem o intuito de diminuir a dor e espasmo muscular e aumentar a mobilidade da região. Devido a disfunção das partes moles, ocorre alteração no movimento articular e diminuição da mobilização e alongamento articular.
  • Fisioterapia convencional: A base de equipamentos como, infra, ultrassom, TENS, além de hidroterapia, cinesioterapia (movimentos passivos e ativos) e massagens para relaxamento da musculatura.
  • Musculação: Desde que com acompanhamento específico e capacitado, a musculação constitui uma fase pós fisioterapia. Pois, depois do tratamento fisioterapêutico, é necessário um fortalecimento dos músculos e estruturas presentes na região da lesão.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Exercícios Terapêuticos para Cervicalgia e Cefaléia Tensional


Exercícios Terapêuticos para a dor cervical- Também Indicados para Cefaleia Tensional

O QUE É 
Estes são alguns dos exercícios recomendados com mais frequência para a terapia da dor cervical (cervicalgia) e Cefaleia Tensional. Eles foram compilados para dar a você, mais um apoio em seu programa de exercícios.  Seu médico ou fisioterapeuta selecionará os mais adequados para seu caso, e, conforme a evolução do mesmo, irão indicando outros exercícios, substituindo ou adicionando conforme a sua necessidade específica.



O que é Cefaleia tensional?

Sinônimos: Dor de cabeça de contração muscular
Uma cefaleia tensional é uma dor ou desconforto na cabeça, couro cabeludo ou pescoço, geralmente associada à tensão muscular nessas áreas.
ADAMA maioria das cefaleias é causada por contração muscular ou problemas de fluxo sanguíneo









Causas

A cefaleia tensional é uma das formas de dor de cabeça mais comuns. Ela pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em adultos e adolescentes.
Se uma dor de cabeça ocorrer duas ou mais vezes por semana durante vários meses ou por mais tempo, a doença é considerada crônica. As cefaleias crônicas e diárias podem ser resultado do tratamento insuficiente ou excessivo de uma cefaleia primária. Por exemplo, os pacientes que tomam analgésicos mais de três vezes por semana, regularmente, podem desenvolver cefaleias de rebote.
A cefaleia tensional pode ocorrer quando o paciente também apresenta enxaqueca.
Ela ocorre quando os músculos do pescoço e do couro cabeludo ficam tensos ou se contraem. As contrações musculares podem ser uma resposta a estresse, depressão, trauma na cabeça ou ansiedade.
Qualquer atividade que exija que a cabeça seja mantida em uma mesma posição por muito tempo sem se mover pode causar uma dor de cabeça. Isso inclui atividades como digitar ou realizar outras ações no computador, trabalhos manuais delicados que exigem precisão e atenção e a utilização de um microscópio. Dormir em um quarto frio ou dormir com o pescoço em uma posição incomum também pode desencadear uma cefaleia tensional.
Outros desencadeadores da cefaleia tensional são:
  • Álcool
  • Cafeína (em excesso ou abstinência)
  • Gripe e resfriado
  • Problemas odontológicos como apertamento da mandíbula ou bruxismo
  • Fadiga visual
  • Fumo em excesso
  • Fadiga
  • Congestão nasal
  • Esforço excessivo
  • Sinusite
  • Má Posturas
ADAMSinusites, cefaleias, tensões e enxaquecas afetam o corpo de diferentes maneiras
















A cefaleia tensional não está associada a alterações estruturais no cérebro.

Exames

Uma dor de cabeça de leve a moderada que não ocorre junto com outros sintomas e responde ao tratamento caseiro em poucas horas talvez não precise de exames ou testes mais detalhados, principalmente se ela já tiver ocorrido anteriormente. A cefaleia tensional não revela descobertas anormais em um exame neurológico. Entretanto, é possível perceber, com frequência, pontos doloridos (nódulos de tensão) nos músculos da região do pescoço e dos ombros.
Se a dor de cabeça for aguda, persistente (não desaparecer) ou se outros sintomas estiverem presentes, consulte seu médico para descartar outros distúrbios que podem causar dor de cabeça.
As cefaleias que perturbam o sono, que ocorrem sempre que você está ativo ou que são recorrentes ou crônicas podem exigir exames e tratamentos recomendados por um médico.
ESCLARECIMENTOS E RECOMENDAÇÕES: 
Para que você possa fazer seus exercícios de melhor forma e com mais segurança leve em conta o seguinte: 
1. Faça apenas os exercícios recomendados pelo fisioterapeuta, na quantidade e intensidade indicados por ele.  Leve em conta de que está num programa de terapia e não de musculação. 
2. Se você sentir que não se adapta bem a um exercício, entre em contato com o fisioterapeuta em vez de simplesmente interrompê-lo ou substituí-lo.. 
3 . Pesos, tiras elásticas e outras cargas: use a carga recomendada, mesmo que pareça poder aumentá-la.  Não fazendo  assim você poderá estar piorando sua condição em vez de melhorá-la. 
4. Use a dor como guia.  Se a dor aumentar, pare o exercício e informe ao seu fisioterapeuta como e quando ela começou.
Antes, saiba um pouco mais sobre Cefaleia Tensional.


























domingo, 4 de dezembro de 2011

MÉTODO PILATES


• O Método de Joseph Pilates
É um método de desenvolvimento físico e mental, busca o fortalecimento muscular, a melhora da flexibilidade e o alinhamento postural adequado. É feito no solo e também em vários aparelhos específicos.
As aulas baseiam-se em exercícios de força e alongamento com esforços concêntricos e excêntricos, trabalhando principalmente a musculatura do tronco, a parte central do corpo, enfocando a área do abdômen e músculos lombares. Os exercícios são feitos sempre de forma ativa.
São mais de 500 exercícios que, pela necessidade de consciência corporal e pela precisão de movimentos, devem ser orientados por profissional credenciado.
A atividade é individual e, quando bem supervisionada, pode ser feita por qualquer pessoa, desde a mais bem treinada ao sedentário, do adolescente ao idoso, por mulheres grávidas e por pacientes em reabilitação. É indicado para condicionamento e reabilitação física, assim como para o bem estar.

Traz como benefícios associados , além do tratamento da patologia específica, a melhora da concentração, da coordenação motora e da consciência corporal.


• História
Joseph Hubertus Pilates (1880-1967) nasceu na Alemanha. Teve uma infância doentia, com asma, raquitismo e febre reumática. Resolvido a tornar-se fisicamente forte e saudável estudou anatomia, fisiologia, cultura física e ginástica além de vários esportes. Aos 32 anos mudou-se para a Inglaterra aonde trabalhou como lutador de boxe, artista de circo e treinador de auto defesa da polícia inglesa. Por ser alemão, em 1914, foi mandado a um campo de prisioneiros. Lá aprofundou seus conhecimentos sobre saúde e condicionamento físico e montou para os prisioneiros um programa de exercícios realizados no solo.
O reconhecimento inicial de sua técnica veio pelo fato de que nenhum dos prisioneiros daquele campo foi acometido pela epidemia de gripe que assolou e matou milhares de pessoas nos campos ingleses em 1918. No final da guerra foi transferido para a ilha de Man, onde passou a trabalhar com  feridos de guerra.
Para isto passou a criar e desenvolver exercícios com as molas contidas nas próprias camas da enfermaria e notou que esses treinos ajudavam a condicionar os pacientes debilitados, pelo longo período que permaneciam acamados e restringidos. As molas então passaram a servir para recuperar força, flexibilidade e resistência, além de restabelecer o tônus muscular dos internos mais rapidamente.

O refinamento destas técnicas de tratamento evoluiu para a criação dos equipamentos de mecanoterapia específicos do método Pilates – o Cadillac e o Reformer que continuam até hoje em uso.
J.H.Pilates retornou para Hamburgo, ampliou seus conhecimentos e métodos e trabalhou principalmente com a força policial da cidade.
Em 1926 decidiu imigrar para os Estados Unidos e junto com sua esposa, enfermeira que conheceu na viagem, montou em Nova York o Studio Pilates.
O método manteve-se durante muito tempo restrito ao próprio autor e seu Studio.

Pilates publicou apenas 2 pequenos livros e por receio da disseminação de suas técnicas, manteve o monopólio de seu conhecimento. Pessoalmente certificou apenas pouquíssimas pessoas.

Baseou-se em princípios de cultura oriental, unindo noções de concentração e equilíbrio,
percepção, controle corporal e flexibilidade, dando importância à força e ao tônus muscular.

Concentrou-se na tentativa de controle, o mais consciente possível, dos músculos envolvidos no movimento. A isso chama de “contrologia”.


• São 6 os princípios fundamentais:

- Concentração: a atenção que é dada para cada uma das partes do corpo. Nenhuma é relegada. Busca-se a maior eficiência possível. O objetivo da técnica é o aprendizado motor.
- Controle: a consciência dos músculos agonistas, isto é, dos realizadores de uma atividade específica, mantendo um padrão suave e harmônico do movimento.
- Precisão: importante na qualidade do movimento, principalmente no realinhamento postural do corpo.
- Centramento: este princípio foi chamado por Pilates de “Powerhouse” ou centro de força. Considerado por Pilates o ponto focal para o controle do corpo. É formado por 4 camadas de músculos abdominais: o reto do abdome, oblíquo interno e externo, transverso do abdome; pelos eretores profundos da coluna, os extensores e flexores do quadril, juntamente com os músculos do períneo. Esse conjunto muscular forma uma estrutura de suporte responsável pela sustentação da coluna e dos órgãos internos. É o centro de força.
- Respiração: Pilates considerava a respiração correta como fator essencial no início do movimento. Em seu método descreve um padrão respiratório específico que pretende diminuir o cansaço, otimizar e ampliar a capacidade respiratória.

- Movimento Fluido: refere-se ao tipo de movimento, que deve ser controlado, contínuo e leve, absorvendo os impactos do corpo com o solo, utilizando a inércia e evitando choques que poderiam levar ao desgaste prematuro.


• Equipamentos para exercícios no método Pilates:

Além dos exercícios no solo (MAT-Pilates), o método utiliza vários aparelhos complementares:
Reformer: O primeiro equipamento construído por Pilates. Em forma de cama , é composto por um carrinho deslizante que se move sobre trilhos e é ligado a molas para oferecer resistência variável. 

Os exercícios neste aparelho são tipicamente para as coxas (lateral, anterior 
e posterior), o abdome, o quadril e o peito, e são especialmente benéficos para a coluna vertebral rígida.
Cadillac: Possui 2 barras de ferro fixas a um colchão, barra de trapézio, dois pares de alça de tornozelo e coxa ajustável, duas barras móveis- uma horizontal e outra vertical, e nele realizam-se exercícios em posição sentada, deitada, ajoelhada, em pé, ou em quadrupedia .
É utilizado para os exercícios aéreos. Permite fazer mais de 200 exercícios. O enfoque maior é nos pés, coxas, coluna vertebral, cintura pélvica, abdômen e ombros.








Combo chair: É um aparelho em forma de cadeira com estrutura de madeira, molas com resistências diferentes, parafusos em escalas (alavancas) e ganchos em dois pedais. 


Usado para exercícios de sustentação postural. 



Excelente para reabilitação do joelho, trabalha também coluna, ombros, abdômen e extremidades superiores.













Barrel: É um aparelho formado por um meio barril almofadado, ligado a um espaldar à sua frente. Usado para fortalecer o tronco, o abdômen e para alongar a musculatura da região dorsal da coluna.












Complementos: São usados vários complementos como anéis de esforço, bolas, barras etc.. 










• Técnica:


A técnica de Pilates divide-se em exercícios realizados no solo e em aparelhos. Os realizados no solo (Mat-Pilates), caracterizam-se por ter um caráter educativo, enfatizando o aprendizado da respiração e do centro de força. 

Quando se associa o uso dos aparelhos abre-se uma imensa variedade de movimentos, todos eles rítmicos, controlados e associados a treinos de respiração e correção postural.



sexta-feira, 29 de julho de 2011

RPG E AS FAMÍLIAS DAS POSTURAS

O que é RPG?
A Reeducação Postural Global, ou RPG, é uma técnica realizada, exclusivamente por fisioterapeutas, que trata as desarmonias do corpo humano, levando em consideração as necessidades individuais de cada paciente, já que cada organismo reage de maneiras diferentes às agressões sofridas. RPG não é massagem. "Apesar de ser uma terapia manual, método depende da interação entre fisioterapeuta e paciente para obtenção de bons resultados", normalmente ao término das sessões o paciente se sente cansado, como se tivesse praticado ginástica, isso se dá pelo trabalho muscular global e também respiratório.

A técnica
Dores nas costas, nas articulações, noites mal dormidas, tensões musculares, etc. Quem nunca passou por pelo menos uma dessas desagradáveis experiências?
A terapia RPG trata esses e muitos outros problemas com bons resultados, por meio da reeducação do corpo.
Exemplo:
Quando sofremos uma contusão, a primeira reação do corpo é tentar proteger a lesão, para não sentirmos dor. Por isso, criamos, automaticamente, um mecanismo de "compensação" para evitar o problema inicial. É o que acontece quando torcemos o tornozelo, por exemplo, que para não termos dores, enrijecemos a musculatura e transferimos o apoio corporal para a outra perna e, por isso, mancamos.

O tratamento:
Para se obter um resultado positivo com RPG são necessárias sessões semanais de uma hora, mas pode haver exceções, nos casos mais graves as sessões podem acontecer duas vezes por semana.
Realiza-se uma a duas posturas normalmente.
O tratamento é individualizado e é indicado em todas as faixas etárias a partir de 7 anos.

Princípios:
A técnica do RPG não visa apenas atender pacientes que estejam sentindo dor, mas também aqueles que buscam encontrar um melhor equilíbrio e viver em harmonia com o corpo.
• Individualidade: cada ser humano sente e reage de uma maneira diferente.
• Casualidade: a verdadeira causa do problema pode estar distante do sintoma.
A RPG remonta da consequência à causa.
• Globalidade: não tratar partes isoladas, e sim o corpo como um todo.
Em quais patologias a RPG é indicada?
Para as mais diversas patologias clínicas, a técnica de RPG é indicada:
• escoliose (desvio da coluna vertebral)
• hiperlordose
• hipercifose
• torcicolo
• dor cervical
• hérnia de disco
• e várias outras...

As Posturas:
Quem tem algum tipo de lesão não pode, de forma alguma, realizar o método sem o acompanhamento de um fisioterapeuta com especialização em RPG.
A partir da análise das sete zonas do corpo - cervical, ombros, dorsal, lombar, quadris, joelhos e pés - e dos sintomas relacionados pelo paciente, o profissional indica os exercícios de respiração e as posturas a serem seguidas.
O tratamento se baseia em 8 posturas para cada grupo muscular. O paciente assume uma posição que deve ser mantida por um tempo pré-determinado (com treino, a pessoa se acostuma a ficar no "encaixe" certo por minutos). A postura será indicada de acordo com a patologia do indivíduo, isto é, o método é personalizado. As posturas nada mais são que movimentos lentos, graduais e progressivos que duram, em média, 20 minutos cada.
O objetivo é alongar e descomprimir o corpo, permitindo que os músculos se automatizem a ficar nas posições fisiologicamente corretas. Dessa forma podemos nos manter em posturas adequadas sem o esforço que você deve estar fazendo agora, tentando manter a postura correta.
"É importante que a pessoa leve para o seu dia-a-dia as técnicas da RPG. Isso quer dizer para pegar peso, passar roupa, caminhar e dormir com a postura correta".

1 - A Rã No Chão, Braços Fechados:
Ela permite ao terapeuta trabalhar sobre:
- a nuca
- o tórax e a respiração
- a coluna vertebral
- os ombros
- os cotovelos
- as mãos
- a pelve
- o quadril
- os joelhos
- os pés

2 - A Postura Em Pé Contra A Parede:
O terapêuta pode especificamente corrigir:
- o tórax e a respiração
- a coluna vertebral
- os ombros
- o quadril
- os joelhos
- os pés 

3 - A Postura Em Pé No Centro:
Ele permite ser mais preciso sobre:
- a coluna vertebral
- o quadril
- os joelhos
- os pés
- o equilíbrio
- o esquema corporal














4 - A Postura Rã No Chão, Braços Abertos:
Ela é particularmente eficaz sobre:
- a nuca
- o tórax e a respiração
- a coluna vertebral
- os ombros
- os cotovelos
- as mãos
- a pelve
- o quadril
- os joelhos
- os pés

















5 - A Postura Rã No Ar, Braços Fechados:
Ela permite correção:
- a nuca
- o tórax e a respiração
- a coluna vertebral
- os ombros
- os cotovelos
- as mãos
- a pelve
- o quadril
- os joelhos
- os pés

 6 - A Postura Sentada:
Ela permite insistências sobre:
- a coluna vertebral
- o quadril
- os joelhos
- o esquema corporal



















 7 - A Postura Em Pé, Inclinado Para Frente:
Ela permite insistências sobre:
- a coluna torácica
- a região lombar
- a pelve
- o quadril
- os joelhos
- os pés

















8 - A Postura Rã No Ar, Braços Abertos:
Ela possibilita correção:
- a nuca
- o tórax e a respiração
- a coluna vertebral
- os ombros
- os cotovelos
- as mãos
- a pelve
- o quadril
- os joelhos
- os pés